quinta-feira, 24 de março de 2011

Nafta, um bloco elitizado


Blocos econômicos são associações de países que estabelecem relações econômicas privilegiadas entre si.
Os blocos econômicos classificam-se em zona de livre comércio, união aduaneira, mercado comum e união econômica e monetária. Na zona de livre comércio, há redução ou a eliminação das taxas alfandegárias que incidem sobre a troca de mercadorias dentro do bloco. A união aduaneira, além de abrir mercados inteiros, regulamenta o comércio dos países-membros com nações externas ao bloco. Já o mercado comum garante a livre circulação de pessoas, serviços e capitais.
Pode-se dizer que a primeira formação de um bloco econômico aconteceu próximo ao fim da 2º Guerra Mundial, com a criação do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo). Após a guerra, a idéia de integração econômica baseada em uma economia supranacional começou a ganhar força na Europa Ocidental.
Diante da força crescente norte americana e soviética, os países europeus firmaram alguns acordos com o objetivo de unir o continente e garantir competitividade econômica.  Após esse período o Benelux foi desfeito, permanecendo apenas a Comunidade Econômica Européia (CEE), criada em 1957 e transformada em 1992 em União Européia (UE).
Alguns dos principais blocos econômicos atuais são: União Européia, Apec, Pacto Andino, Mercosul, Nafta.
Em 1992 é criado o NAFTA -North American Free Trade Agreement (Acordo de Livre Comércio da América do Norte) reunindo EUA, Canadá e México. O Bloco entra em funcionamento de fato em 1994 com um prazo de 15 anos para a total eliminação das barreiras alfandegárias entre os três países de forma que deveria estar aberto a todos os Estados da América Central e do Sul.
O Nafta prevê um acordo em que se forme uma zona de livre comércio para a atuação e proliferação das empresas em um espaço protegido, derrubando as tarifas alfandegárias. Além de ajustar a economia dos países membros, para ganhar competitividade no cenário de globalização econômica;
e aumentar as exportações de mercadorias e serviços entre os países membros.
O bloco econômico do NAFTA abriga uma população de 417,6 milhões de habitantes, produzindo um PIB de US$ 11.405,2 trilhões, que gera US$ 1.510,1 trilhão de exportações e US$ 1.837,1 trilhão de importações.
Alguns dos principais problemas deste bloco é a diferença social  entre mexicanos e norte americanos.


Uma grande concessão foi feita pelo México, no acesso ao seu mercado de serviços bancários, que foi liberalizado a um nível mais amplo que o dos EUA. De fato, no México, foi estabelecida a possibilidade de se constituir "holdings" financeiras, que poderão operar bancos, corretoras de valores, empresas de seguros, de "leasing" e de "factoring”.
Ainda na área de comércio de serviços, o grande desapontamento vem nas restrições, por parte dos EUA, com relação à movimentação de pessoas, mantida em níveis elevadíssimos. É sabido que a prestação de serviços requer mão de obra intensiva e que hoje as indústrias de serviços representam cerca de 60% do comércio mundial. Com as presentes restrições à movimentação de seus cidadãos membros do NAFTA, o México será apenas um país consumidor de serviços dentro da zona de livre comércio.

A imigração ilegal é um problema para os
Estados Unidos e um trunfo para os negociadores mexicanos, que, como forma de combatê-la, buscam atrair novos investimentos do vizinho rico para o seu território. A concentração desses investimentos no norte do país – configurada em complexos industriais originados dos capitais norte-americanos e voltados para o mercado de consumo dos Estados Unidos – tem ampliado os profundos contrastes regionais que caracterizam o México.